terça-feira, agosto 30, 2005

António Correia de Oliveira (1879-1960)

Nasceu em São Pedro do Sul e faleceu em Esposende. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Tendo casado com uma rica proprietária minhota, fixa-se na aldeia de Belinho, conselho de Esposende
Grande poeta neogarrettista, foi um dos cantores do Saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Ligado aos movimentos culturais do Integralismo Lusitano e da revista Águia, Atlântida, Ave Azul e Seara Nova. Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário. Foi o primeiro Português a ser nomeado para o prémio Nobel e a própria concorrente vencedora, Gabriela Mistral, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do “Verbo Ser e Verbo Amar”.
Obras poéticas: Ladainha (1897), Eiradas (1899), Cantigas (1902), Raiz (1903), Ara (1904), Tentações de S. Frei Gil (1907), Elogio dos Sentidos (1908), Alma Religiosa (1910), Dizeres do Povo (1911), Romarias (1912), A Criação. Vida e História da Árvore (1913), A Minha Terra (1915-1917), Na Hora Incerta (Viriato Lusitano) (1920), Verbo Ser e Verbo Amar (1926), Mare Nostrum (1939), História Pequenina de Portugal Gigante (1940), Aljubarrota ao Luar (1944), Saudade Nossa (1944), Redondilhas (1948), Azinheira em Flor (1954).

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9 Comments:

Blogger Marco said...

Os meus livros de leitura da 3ª e 4ª classe tinham poemas e textos dele.
:-)

3:03 da tarde  
Blogger Luís Bonifácio said...

Quem tem filhos tem cadilhos,
Tem-nos quem os não tiver.
Quem tem filhos ainda vive
Mesmo depois de morrer.

5:27 da tarde  
Blogger FSantos said...

O Luís tem ideia de haver reedições das obras de Correia de Oliveira ou estamos "condenados" aos alfarrabistas?

6:48 da tarde  
Blogger Luís Bonifácio said...

Por enquanto estamos condenados aos alfarrabistas.No entanto um alfarrabista do Porto disse-me que se estava a preparar uma reedição.

8:49 da tarde  
Anonymous GNM said...

Confesso que não conhecia este autor!

7:52 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Terá sido Antonio Correia de Oliveira que escreveu um poema que começa "Vou-me Embora teve um filho, Triste Adeus lhe chamaram, Namorou-se da Saudade, Deus consentiu e casaram", etc.?

Onde encontrarei tudo completo?

11:53 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Boa Noite Luis Bonifácio,
Sou bisneto de António Corrêa d'Oliveira e estou muito interessado nessa reedição de que fala. Sabe-me dizer para quando está prevista essa reedição?

Obrigado
Francisco

12:26 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Há uns anos atrás, entretive-me a ler tudo o que António Corrêa d'Oliveira escrevera. Ou quase... Acho que só escapou uma sua colaboração (musicada) com não sei que entidade. Fiquei maravilhado quando descobri um poeta muito «maior» do que fazem dele alguns mal intencionados. Talvez por motivos políticos, talvez ressaibados com o ensino primário por que passaram, talvez apenas repetindo o que leram dos que referi. Especialmente fascinantes são os textos da fase saudosista (primeira década do sec. XX), extensos como o Universo. Imperdível é o livro de sonetos (144 + 1 sonetilho), escrito nos seis meses sequentes à morte de Maria Adelaide.

12:37 da tarde  
Blogger Luís Bonifácio said...

Caro Anónimo

Sobre a colaboração musical de António Correia de Oliveira foi lançado no ano passado pela Meio-Soprano Neo-Zelandeza Amanda Cole o disco "Saudade" que contém algumas canções de Claudio Carneyro sobre versos de António Correa de Oliveira.

10:01 da tarde  

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